A terceira estimativa de produção total de café (arábica e conilon), para a safra 2009, indica que o Brasil vai colher 39 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. A área total cultivada chega a 2,1 milhões de hectares e os estados com maior representação são: Minas Gerais (47,62%), Espírito Santo (23,61%), São Paulo (8,66%), Rondônia (7,42%), Bahia (6%), Paraná (4%), Mato Grosso (0,72%), Rio de Janeiro (0,66%) e Pará (0,59%). Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (8), pela Conab.
O resultado aponta uma redução de 6,9 mil sacas (15%), quando comparado à produção de 46 milhões de sacas da safra 2008. Entre os principais fatores desta queda estão a bienualidade (marcada, neste ano, pela baixa produção), a instabilidade das chuvas e as temperaturas elevadas.
A redução maior é registrada no café arábica. A sua produção representa 28,4 milhões de sacas de café beneficiado (72,81%), sendo o estado de Minas Gerais o maior produtor, com 19,34 milhões de sacas de café beneficiado (68%). Já o tipo conilon (robusta) participa na produção nacional com 27%.
O levantamento foi realizado no período de 17 a 28 de agosto. Os técnicos da Conab e das instituições parceiras visitaram os municípios dos principais estados produtores. (Marcos Nogueira/ Conab).
terça-feira, 8 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Café: evento em Piraju conta com concurso e palestras

Para incentivar e premiar os cafeicultores de Piraju e região, será realizada, nesta sexta-feira (4 de setembro),a cerimônia de premiação do 8º Concurso de Qualidade de Café. A realização é da Casa de Agricultura de Piraju, em parceria com a Associação dos Produtoresde Café Descascado de Piraju e Região (Proced) e com o escritório da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), regional de Ourinhos, com o apoio do escritório de Avaré, estes últimos, órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.
Serão premiados os cinco melhores colocados de duas categorias distintas: cereja descascado e natural. Os prêmios variam de R$ 500 (5º lugar) a R$ 3 mil. Os principais critérios avaliados sãoo esmero no preparo e a alta qualidade final.
O chefe da Casa de Agricultura de Piraju e um dos organizadores do evento, Paulo Sérgio Vianna Mattosinho, explica que essa premiação regional faz parte do circuito estadual. Os cinco primeiros colocados participarão da próxima etapa e, se classificados, irão concorrer no concurso brasileiro.
Simultaneamente ao evento ocorre o XI Encontro Regional de Cafeicultores, que tem o objetivo de atualizar os produtores por meio de palestras e incentivar a produção com qualidade e o aumento da rentabilidade, de forma sustentável.
Mattosinho disse que a região já foi considerada produtora de café de baixa qualidade. “O que notamos no decorrer dos anos foi uma maior tecnificação dos produtores, pois sempre privilegiamos palestras que levam conhecimento, orientam quanto ao mercado e às perspectivas futuras do segmento cafeeiro”, afirma.
As inscrições começam às 8 horas. A abertura solene será às 9 horas. Até as 17 horas estão previstas várias palestras e, para fechar o dia, às 21 horas começa a cerimônia de premiação dos classificadosno concurso.
PALESTRAS - Serão ministradas as seguintes palestras técnicas: “Novas tecnologias no manejo da lavoura cafeeira,por Edson Gil de Oliveira (Cati); “Aspectos fisiológicos relevantes no crescimento e produção do cafeeiro”, por Joel Irineu Fahl (Instituto Agronômico- IAC); e “Secagem e armazenagem de café em silos secadores”, por José Luiz Burgetti (Gran Finale). O evento também contará com exposição de produtos e serviços em estandes.
Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Foto: Reuters
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Onde colocar tanto milho?

O ritmo de comercialização de milho neste ano está bastante lento e os preços do grão vem registrando consecutivas quedas. Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que, nesse cenário, os estoques estão bastante altos, havendo mesmo déficit de armazéns. Em Mato Grosso, a falta de espaço para estocagem é tal que parte do grão é deixada a céu aberto. Quanto à colheita, apesar de estar em fase final nas principais regiões do Brasil, as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço dos trabalhos, especialmente na região Sul do País. Conforme agentes colaboradores do Cepea, a colheita no Sul está na fase final e no Centro-Oeste está praticamente finalizada. Daqui pra frente, chuvas podem dificultar o tráfego de caminhões em algumas praças. Além disso, na maioria das regiões, as colheitas da soja e do próprio milho de verão iniciam-se em janeiro, quando os armazéns devem estar preparados para o recebimento do produto. Conforme pesquisas do Cepea, nas principais regiões produtoras do Brasil, especialmente naquelas em que há plantação de milho no verão (Sul e Sudeste), a relação custo e receita da safrinha não paga sequer os custos variáveis. De acordo com levantamentos do Cepea, faltam entre 25% e 30% da receita para fechar a conta. Para a safra de verão, considerando os custos e receitas atuais, a rentabilidade pode ficar positiva caso a produtividade permaneça na mesma média de anos anteriores. Sem sustentação, os preços do milho pesquisados pelo Cepea voltam aos níveis observados em julho de 2007 (menor patamar daquele ano), antes da expressiva alta decorrente da produção de etanol nos Estados Unidos. Nessa segunda-feira, 31, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho (região de Campinas – SP) fechou em R$ 19,29/saca, recuo de 2,65% no acumulado de agosto. Os atuais preços fazem com que o milho tenha menor rentabilidade em comparação a outras culturas concorrentes em área, especialmente a de soja, cujos preços têm se mantido em patamares considerados atrativos. Para a soja, principal concorrente em área, cálculos do Cepea apontam que a rentabilidade sobre os custos totais é superior a 10%, considerando o preço dos insumos em julho e a receita média atual para o grão. Com base nestes números, a tendência é de substituição de parte expressiva das áreas de milho por soja e outras culturas consideradas mais rentáveis, como o feijão. Somente a retomada mais intensa da demanda – doméstica, dos setores de aves e suínos, ou para exportação – pode dar alguma sustentação aos preços internos do milho. No mercado de carnes, agentes consideram que o ritmo é considerado normal e que não há expectativas de grandes alterações para os próximos meses – exceto se houver um rápido aumento das exportações desses produtos. Entretanto, a estimativa de muitos analistas é que o consumo de carnes dos brasileiros continue sendo o principal canal de escoamento nos próximos anos. Em relação às exportações de milho, o ritmo também é considerado lento, mas desde o início de agosto há maiores volumes registrados para embarque. O fato é que o vendedor tem poucas alternativas e mesmo com a paridade de exportação não sendo atrativa comparativamente ao mercado interno, o produtor que refutar propostas para exportação terá de carregar estoques para comercialização nos próximos meses. Na avaliação de muitos colaboradores do Cepea, se há compradores internacionais, não dá para ficar no aguardo de novidades. (Cepea/Esalq)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Quinta estimativa da safra paulista
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta os números de algumas de suas lavouras de maior expressão econômica para a safra agrícola 2008/2009. O levantamento foi realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos pertencentes à Pasta.
MILHO - Para a cultura do milho observaram-se diminuições de 8% na área (de 689,4 mil hectares para 634,5 mil) e de 10,9% na produção (de 3,7 milhões de toneladas para 3,3 milhões) em relação à safra anterior. Na lavoura do milho safrinha houve praticamente manutenção da área plantada (245,6 mil hectares para 246,4 mil), porém, foram expressivas as perdas na produção (26,1%) - 759,9 mil toneladas atuais ante 1 milhão anterior. Uma das possíveis causas é a crise econômica, que influiu na redução do uso de insumos pelos produtores.
FEIJÃO - A área ocupada com feijão, safra da seca, foi 10,9% menor que a estimada no ano agrícola anterior (51,77 mil ante 58 mil). Igualmente ocorreu retração na produção de 14,4% (de 102 mil toneladas para 87,3 mil). A área e a produção de feijão de inverno deverão ser um pouco menores que as estimadas em 2007/08, isto é, 8% - referente aos 43 mil hectares de agora e aos 46,7 mil da anterior - e 8,2%, (81,3 mil toneladas ante 88,5 mil).
SOJA - Cenário semelhante ao do milho ocorreu com a soja que, apesar de ter tido um pequeno acréscimo da área (5,2%, para 478,8 mil hectares, ante 455,2 mil), a produção foi 5,9% inferior em relação ao ano agrícola anterior (1,1 milhão de toneladas, ante 1,2 milhão).
Para a soja safrinha, as tendências captadas nesse levantamento são de elevações de 30,7% na área (1 mil hectares para 1,3 mil), contribuindo com o incremento de 49,4% na produção (3,9 mil toneladas), comparativamente à safra passada (2,6 mil), indicando uma mudança de comportamento no processo decisório dos sojicultores.
TRIGO - No terceiro levantamento da safra 2008/09, o trigo permaneceu com tendência de redução de área (19,3%, fechando em 58 mil hectares, comparativamente às 71,9 anteriores), e de produção (16,7%) - 162,8 mil toneladas ante 195,5 mil.
ARROZ - Para o arroz registraram-se aumentos na área cultivada (3,2%), saltando de 20,6 mil hectares para 21,2 mil, e na produção (14,1%, fechando em 83,1 mil toneladas ante 72,8 mil).
TRITICALE - Para triticale, esse levantamento estima 24,2 mil hectares plantados, praticamente a mesma área da safra passada, porém com reduções de 6,3% na produção (de 68,5 mil toneladas para 64,2 mil).
TOMATE - Os números do terceiro levantamento para o tomate envarado (mesa) confirmam a redução da área cultivada em 10,3% (7,5 mil hectares), em comparação à safra 2007/08 (8,4 mil). A estimativa da produção é 2,8% menor (509,5 mil toneladas ante 524 mil).
Para o tomate rasteiro (indústria), os números mostram crescimento na área cultivada de 21,5% (3,6 mil hectares ante 3 mil) e na produção 19,9% (250,2 mil toneladas ante 208,7 mil).
MANDIOCA - As informações desse levantamento de mandioca para indústria apontam discreta retração de 0,4% na área e aumentos de 11,9% na produção (de 954,3 mil para 1 milhão de toneladas).
Quanto à mandioca para mesa, estimam-se aumentos na área total plantada (11,8%) - 12,9 mil hectares, ante as 11,6 mil anteriores, e na produção (11,7%) - 149,6 mil toneladas ante 133,9 mil.
SÃO PAULO: PREVISÃO DE SAFRA PARA CANA, CAFÉ, LARANJA E BANANA
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta os números de cana-de-açúcar, café, laranja e banana para a safra agrícola 2008/2009. O levantamento foi realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos pertencentes à Pasta.
CANA-DE-AÇÚCAR - A produção de cana está prevista em quase 403,4 milhões de toneladas, 2,9% superior à da safra passada (de 391,8 milhões), cultivada em 5,4 milhões de hectares, ligeiramente superior à obtida em 2007/08 (5,3 milhões), e queda de 0,9% no rendimento.
CAFÉ - O quarto levantamento da safra de café indica área praticamente inalterada (0,2%), relativamente à obtida na safra passada, totalizando 224,2 mil hectares ante as 223,8 anteriores, e significativa queda na produção (17,2%) - de 269,2 mil toneladas para 223 mil. Os resultados desfavoráveis para a cultura ainda são por conta da bienalidade da exploração.
LARANJA - No levantamento realizado no campo em junho referente à safra agrícola 2008/09, para a cultura da laranja, incluindo os pomares domésticos, estimou-se aumento de 0,4% na área cultivada, totalizando 725,98 mil hectares, ante 723,4 mil anteriores, para uma capacidade produtiva estimada em 358,4 milhões de caixas de 40,8 quilos, mantendo números da estimativa anterior, feita em abril.
Deve-se ressaltar que até a colheita alguns fatores poderão influenciar a estimativa final, tais como, erradicação de plantas, possível redução no tamanho dos frutos, perdas de colheita e decisão dos produtores de não colher parte da produção em função dos preços ora praticados no mercado, o que poderá resultar no final da safra em menor volume de produção comercializada. Destaque-se ainda que, com base em informações locais, 80% da produção será destinada à indústria e 20% para o mercado de fruta fresca.
BANANA - São esperados decréscimo na área ocupada com banana (1,6%) e aumentos na
produção (6,4%) e na produtividade da terra (12,2%).
SÃO PAULO: FECHAMENTO DA SAFRA DE AMENDOIM, BATATA E CEBOLA
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta o fechamento dos números das culturas de amendoim, batata e cebola referentes à safra agrícola 2008/2009. O levantamento foi realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos pertencentes à Pasta.
AMENDOIM - O encerramento da safra do amendoim da seca apresenta diminuições da área plantada (25,1%) - 9,2 mil hectares ante 12,3 - e da produção (30%) - de 25,5 mil toneladas para 18,5 mil, em conseqüência, principalmente, da queda de quase 45% nos preços, o que acabou por desestimular o produtor a investir na produção da seca.
BATATA - Os números finais da safra 2008/09 para batata da seca são de decréscimos de área (5,8%) - 6,7 mil hectares ante 7,1 mil, e de produção (7,5%) - 152,3 mil toneladas ante 164,6 mil. Conforme previsão anterior, foi determinante para esse comportamento o fato de que os custos de produção mantiveram-se altos e os preços recebidos pelos produtores ficaram estáveis.
CEBOLA - O levantamento final da cultura da cebola de bulbinho (soqueira) indicou, quando comparado ao do ano anterior, que houve aumento de 33,3% na área (1,2 mil hectares, ante as 0,9 mil anteriores), e de 37,2% na produção (29,2 mil de agora e 21,2 mil anteriores).
Apesar de a previsão anterior, realizada em abril, não indicar um vigoroso crescimento tanto na área plantada como na produção, o comportamento da cultura se deve ao fato de que no período de plantio (fevereiro e março) as condições de preço estavam bem favoráveis e permaneceram assim até o final da colheita. Portanto, a reação de crescimento maior que as expectativas foi conjuntural, não ancorado em maior produtividade e sim nas condições de mercado favoráveis.
Para a cultura da cebola de muda, o levantamento registra para a safra 2008/09 reduções de 8,8% na área (4,2 mil hectares, ante 4,6 mil) de 9,7% na produção. As reduções verificadas na área e na produção foram mais brandas do que as previstas no levantamento anterior, mas dentro do esperado para a cebola do tipo de cultivo mais significativo, conforme os sistemas de produção utilizados no Estado.
(Informações completas no site do IEA - www.iea.sp.gov.br)
MILHO - Para a cultura do milho observaram-se diminuições de 8% na área (de 689,4 mil hectares para 634,5 mil) e de 10,9% na produção (de 3,7 milhões de toneladas para 3,3 milhões) em relação à safra anterior. Na lavoura do milho safrinha houve praticamente manutenção da área plantada (245,6 mil hectares para 246,4 mil), porém, foram expressivas as perdas na produção (26,1%) - 759,9 mil toneladas atuais ante 1 milhão anterior. Uma das possíveis causas é a crise econômica, que influiu na redução do uso de insumos pelos produtores.
FEIJÃO - A área ocupada com feijão, safra da seca, foi 10,9% menor que a estimada no ano agrícola anterior (51,77 mil ante 58 mil). Igualmente ocorreu retração na produção de 14,4% (de 102 mil toneladas para 87,3 mil). A área e a produção de feijão de inverno deverão ser um pouco menores que as estimadas em 2007/08, isto é, 8% - referente aos 43 mil hectares de agora e aos 46,7 mil da anterior - e 8,2%, (81,3 mil toneladas ante 88,5 mil).
SOJA - Cenário semelhante ao do milho ocorreu com a soja que, apesar de ter tido um pequeno acréscimo da área (5,2%, para 478,8 mil hectares, ante 455,2 mil), a produção foi 5,9% inferior em relação ao ano agrícola anterior (1,1 milhão de toneladas, ante 1,2 milhão).
Para a soja safrinha, as tendências captadas nesse levantamento são de elevações de 30,7% na área (1 mil hectares para 1,3 mil), contribuindo com o incremento de 49,4% na produção (3,9 mil toneladas), comparativamente à safra passada (2,6 mil), indicando uma mudança de comportamento no processo decisório dos sojicultores.
TRIGO - No terceiro levantamento da safra 2008/09, o trigo permaneceu com tendência de redução de área (19,3%, fechando em 58 mil hectares, comparativamente às 71,9 anteriores), e de produção (16,7%) - 162,8 mil toneladas ante 195,5 mil.
ARROZ - Para o arroz registraram-se aumentos na área cultivada (3,2%), saltando de 20,6 mil hectares para 21,2 mil, e na produção (14,1%, fechando em 83,1 mil toneladas ante 72,8 mil).
TRITICALE - Para triticale, esse levantamento estima 24,2 mil hectares plantados, praticamente a mesma área da safra passada, porém com reduções de 6,3% na produção (de 68,5 mil toneladas para 64,2 mil).
TOMATE - Os números do terceiro levantamento para o tomate envarado (mesa) confirmam a redução da área cultivada em 10,3% (7,5 mil hectares), em comparação à safra 2007/08 (8,4 mil). A estimativa da produção é 2,8% menor (509,5 mil toneladas ante 524 mil).
Para o tomate rasteiro (indústria), os números mostram crescimento na área cultivada de 21,5% (3,6 mil hectares ante 3 mil) e na produção 19,9% (250,2 mil toneladas ante 208,7 mil).
MANDIOCA - As informações desse levantamento de mandioca para indústria apontam discreta retração de 0,4% na área e aumentos de 11,9% na produção (de 954,3 mil para 1 milhão de toneladas).
Quanto à mandioca para mesa, estimam-se aumentos na área total plantada (11,8%) - 12,9 mil hectares, ante as 11,6 mil anteriores, e na produção (11,7%) - 149,6 mil toneladas ante 133,9 mil.
SÃO PAULO: PREVISÃO DE SAFRA PARA CANA, CAFÉ, LARANJA E BANANA
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta os números de cana-de-açúcar, café, laranja e banana para a safra agrícola 2008/2009. O levantamento foi realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos pertencentes à Pasta.
CANA-DE-AÇÚCAR - A produção de cana está prevista em quase 403,4 milhões de toneladas, 2,9% superior à da safra passada (de 391,8 milhões), cultivada em 5,4 milhões de hectares, ligeiramente superior à obtida em 2007/08 (5,3 milhões), e queda de 0,9% no rendimento.
CAFÉ - O quarto levantamento da safra de café indica área praticamente inalterada (0,2%), relativamente à obtida na safra passada, totalizando 224,2 mil hectares ante as 223,8 anteriores, e significativa queda na produção (17,2%) - de 269,2 mil toneladas para 223 mil. Os resultados desfavoráveis para a cultura ainda são por conta da bienalidade da exploração.
LARANJA - No levantamento realizado no campo em junho referente à safra agrícola 2008/09, para a cultura da laranja, incluindo os pomares domésticos, estimou-se aumento de 0,4% na área cultivada, totalizando 725,98 mil hectares, ante 723,4 mil anteriores, para uma capacidade produtiva estimada em 358,4 milhões de caixas de 40,8 quilos, mantendo números da estimativa anterior, feita em abril.
Deve-se ressaltar que até a colheita alguns fatores poderão influenciar a estimativa final, tais como, erradicação de plantas, possível redução no tamanho dos frutos, perdas de colheita e decisão dos produtores de não colher parte da produção em função dos preços ora praticados no mercado, o que poderá resultar no final da safra em menor volume de produção comercializada. Destaque-se ainda que, com base em informações locais, 80% da produção será destinada à indústria e 20% para o mercado de fruta fresca.
BANANA - São esperados decréscimo na área ocupada com banana (1,6%) e aumentos na
produção (6,4%) e na produtividade da terra (12,2%).
SÃO PAULO: FECHAMENTO DA SAFRA DE AMENDOIM, BATATA E CEBOLA
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta o fechamento dos números das culturas de amendoim, batata e cebola referentes à safra agrícola 2008/2009. O levantamento foi realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos pertencentes à Pasta.
AMENDOIM - O encerramento da safra do amendoim da seca apresenta diminuições da área plantada (25,1%) - 9,2 mil hectares ante 12,3 - e da produção (30%) - de 25,5 mil toneladas para 18,5 mil, em conseqüência, principalmente, da queda de quase 45% nos preços, o que acabou por desestimular o produtor a investir na produção da seca.
BATATA - Os números finais da safra 2008/09 para batata da seca são de decréscimos de área (5,8%) - 6,7 mil hectares ante 7,1 mil, e de produção (7,5%) - 152,3 mil toneladas ante 164,6 mil. Conforme previsão anterior, foi determinante para esse comportamento o fato de que os custos de produção mantiveram-se altos e os preços recebidos pelos produtores ficaram estáveis.
CEBOLA - O levantamento final da cultura da cebola de bulbinho (soqueira) indicou, quando comparado ao do ano anterior, que houve aumento de 33,3% na área (1,2 mil hectares, ante as 0,9 mil anteriores), e de 37,2% na produção (29,2 mil de agora e 21,2 mil anteriores).
Apesar de a previsão anterior, realizada em abril, não indicar um vigoroso crescimento tanto na área plantada como na produção, o comportamento da cultura se deve ao fato de que no período de plantio (fevereiro e março) as condições de preço estavam bem favoráveis e permaneceram assim até o final da colheita. Portanto, a reação de crescimento maior que as expectativas foi conjuntural, não ancorado em maior produtividade e sim nas condições de mercado favoráveis.
Para a cultura da cebola de muda, o levantamento registra para a safra 2008/09 reduções de 8,8% na área (4,2 mil hectares, ante 4,6 mil) de 9,7% na produção. As reduções verificadas na área e na produção foram mais brandas do que as previstas no levantamento anterior, mas dentro do esperado para a cebola do tipo de cultivo mais significativo, conforme os sistemas de produção utilizados no Estado.
(Informações completas no site do IEA - www.iea.sp.gov.br)
PREÇOS AGROPECUÁRIOS: ALTA DE 1,74% NA TERCEIRA QUADRISSEMANA DE AGOSTO

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) encerrou a terceira quadrissemana de agosto com variação positiva de 1,74%, de acordo com os pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola – IEA/Apta da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os produtos que registraram as maiores altas nesta quadrissemana foram: tomate para mesa (73,07%), laranja para indústria (46,32%), banana nanica (43,40%), amendoim (7,70%) e os leites tipo B (5,57) e tipo C (5,32%).
Entretanto, dado o peso da cana-de-açúcar na composição do índice, há que ressaltar o aumento dos preços dessa matéria prima que ocorre em função das cotações do açúcar no mercado internacional.
Nos demais produtos em alguns há efeitos sazonais e conjunturais e noutros estruturais. Nos conjunturais, temos o caso do tomate para mesa, o clima da última quinzena de julho (frio e chuvoso) prejudicou a produção reduzindo a oferta do produto, acarretando o aumento das cotações. Também se insere nesse contexto a banana nanica, uma vez que nos primeiros dias de agosto, o clima característico de baixa umidade do ar, aliado às temperaturas altas aparentemente estimularam os preços. Em contrapartida, as frutas produzidas no inverno apresentam tamanho e peso menores, configurando menor produtividade e menor oferta.
No caso do amendoim, após os baixos preços terem levado à menor ímpeto no plantio, inicia-se processo de recuperação dos preços que estimulam plantios nos novos espaços da cana em renovação neste ano safra.
Exemplo típico de desajuste estrutural agravado com a queda da demanda de suco de laranja tanto no plano internacional como no interno, têm-se o caso da laranja para indústria que apresentou a segunda maior alta. O que está refletido no comportamento dos preços é o fato de que até o momento prevalecia à variedade Hamlin e, agora, passou-se a predominar a variedade Pêra do Rio, que dada à qualidade e produtividade do suco, tem preços maiores.
Este último fato impacta diretamente o mercado de laranja de mesa que apresentou a maior queda de preços. Por certo vem contribuindo para isso o tradicional menor consumo de sucos nos meses de inverno. Mas nada se compara aos impactos da entrada de uma parte da laranja para indústria destinada para o consumidor, uma vez que as agroindústrias processadoras ajustaram sua produção ao patamar de demanda internacional, o que as levou a maior rigidez no cumprimento dos contratos que mantinham com citricultores e a reduzir de forma importante aquisições no denominado mercado 'spot' (livre). Desse modo, para os sem contrato, não há acesso a preços remuneradores.
Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços foram: laranja para mesa (20,86%), carne de frango (15,02%), feijão (13,11%), ovos (12,76%) e batata (9,16%).
A decisão de alguns Estados de adiarem a volta às aulas por causa da gripe A gerou um efeito inesperado sobre o mercado de carnes. Os preços das carnes (frango, suína e bovina) e de ovos, que normalmente sobem nesta época do ano com o retorno às aulas após as férias, estão em queda.
No feijão, além da pressão menor do consumo, há a entrada pontual da colheita dos primeiros plantios após a safra das secas. A questão de consumo reflete, em grande parte, o postergamento do retorno às aulas comprometendo as aquisições institucionais para merenda escolar. Similar situação tem-se no caso da batata, também relevante na cesta da merenda escolar, além de que há maior oferta nesse período do ano.
O comportamento da evolução dos índices quadrissemanais de preços desta quadrissemana confirma a recuperação de alta verificada na primeira quadrissemana de agosto para o IqPR e o IqPR-V que subiram 1,9 e 2,7 pontos percentuais, respectivamente, em relação à quadrissemana anterior. Já o IqPR-A (produtos de origem animal) ainda que negativo, teve uma ligeira recuperação de 0,2 ponto percentual, quebrando o ritmo de queda iniciado em julho.
Fonte: SECRETARIA DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO do Estado de São Paulo
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
IAC realiza IX Curso de Atualização em Café nos dias 25 e 26 de agosto

Por Carla Gomes – IAC
Quem pensa em café, lembra-se logo daquele aroma irresistível, capaz de atrair apreciadores por mais distantes que estejam do bule. Na pior das hipóteses, um café fresquinho melhora qualquer momento do dia. Mas na verdade, o cheirinho que rompe barreiras é apenas um dos atributos no conjunto de qualidades da bebida. Os pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, explicam que a qualidade sensorial da bebida de café é descrita por um conjunto de características que envolvem, além do aroma, corpo, acidez, amargor, sabor, sabor residual e qualidade global. E mais: cada um desses atributos sensoriais decorre da composição química do grão torrado. Aliás, o grão de café tem uma composição química enquanto o fruto está na planta, outra composição quando está cru e beneficiado e uma outra, diferente, quando está torrado. Ou seja: um café gostoso é bem mais complexo do que pode um apreciador leigo imaginar. Para falar desses e de tantos outros fatores que influem na qualidade e na produtividade do café, o Instituto Agronômico irá realizar o IX Curso de Atualização em Café, nos próximos dias 25 e 26 de agosto, às 8h, na sede do IAC, em Campinas.
De acordo com os pesquisadores, os estudos, as observações em campo e os resultados dos diferentes concursos nacionais e internacionais têm indicado a tendência de certas condições de produção de café cru favorecer a qualidade da bebida. Por exemplo, há um conhecimento bastante difundido de que os cafés de regiões altas são melhores, assim como há quase unanimidade no reconhecimento da superioridade da variedade Bourbon. Mas essa relação é bastante complexa. Nesse cenário, o Centro de Café do IAC e a BSCA (Brazil Specialty Coffee Association) uniram esforços para conduzir um estudo inédito considerando o efeito simultâneo de 28 variáveis relacionadas às condições de produção do café cru sobre a qualidade sensorial da bebida. O objetivo desse trabalho foi verificar o conjunto de condições mais adequado para a produção de cafés com bebida de alta qualidade.
Todos os palestrantes do curso são pesquisadores do Instituto — equipe que confere ao Estado de São Paulo potencial para oferecer a profissionais da cafeicultura de todas as regiões produtoras brasileiras as informações mais experimentadas sobre resistência a doenças, qualidade, ambientes de produção, custos de produção e outros aspectos relevantes da cultura.
A respeito do melhoramento da cultura visando à resistência a doenças, serão abordadas as principais doenças que ocorrem nos cafeeiros do Brasil, como ferrugem alaranjada, cercosporiose, mancha aureolada e mancha de phoma. Segundo os pesquisadores do IAC, apesar das perdas estimadas pela ação da ferrugem nos cafezais serem grandes e variarem de região para região, uma parte dos cafeicultores não utiliza o controle químico adequado. Os pesquisadores chamam a atenção para a importância de desenvolver variedades rústicas com alta capacidade produtiva e com resistência à ferrugem, já que o custo do controle sempre onera o cafeicultor.
Na palestra sobre custos de produção, serão abordados as novas técnicas de produção que o agronegócio do café brasileiro adotou na última década, como preparo pós-colheita, industrialização e comercialização, com destaque para o lançamento de materiais geneticamente superiores, adensamento, mecanização da colheita, utilização da irrigação e difusão das boas práticas de colheita e pós-colheita. Esse conjunto tem impactos positivos sobre a produtividade, competitividade e qualidade final do produto.
De maneira geral, todas as palestras convergem para a qualidade e produtividade necessárias para o setor se manter competitivo. Nas apresentações ainda serão abordados o café naturalmente descafeinado, em desenvolvimento no IAC e as ferramentas genômicas no melhoramento do cafeeiro. Vale ressaltar que a relevância de um segmento tem amplo reflexo social — a cafeicultura emprega cerca de sete milhões de pessoas. “A nona edição do evento reforça o empenho do IAC em transferir todo o conhecimento científico minuciosamente construído no decorrer das décadas, alinhavado às demandas atuais e oportunidades modernas”, diz Marco António Teixeira Zullo, diretor-geral do IAC, instituto da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Com o Curso, o IAC espera levar para o setor, além de tecnologias, a segurança de que a ciência segue ativa na busca por soluções a questões que surgem constantemente. As notícias sobre a entrada no Brasil de café colombiano ou sobre a queda na receita dos exportadores, apesar do aumento do volume das exportações, não podem ser impactantes o suficiente para abalar o setor nacional. Porque o Brasil reúne, muito graças ao IAC, a melhor base de sustentação agrícola do mundo.
SERVIÇO
IX Curso de Atualização em Café
Data: 25 e 26 de agosto de 2009, a partir das 8h
Local: Sede do IAC, em Campinas, avenida Barão de Itapura, 1481, Guanabara.
Fone: 19-3231-5422, r. 171
Programação completa: Acesse http://10.5.130.7/Eventos/CafeProgramacao.htm
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