terça-feira, 11 de agosto de 2009

Leia a entrevista de Xico Graziano

Notícias do AgroRegional


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Nova cultivar de pêssego da Embrapa

A primeira cultivar de pessegueiro a receber certificado de proteção no Brasil chega ao mercado de frutas com o nome BRS Kampai, apresentando baixa exigência de frio e testada em rede nacional de validação. O lançamento será no 21 de agosto, durante o 6º Simpósio de Fruticultura Temperada, em Paranapanema/SP.

A rede, gerenciada pelo Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia, em Campinas/SP, atua especialmente na fase de pós-melhoramento. “Nesta etapa, as avaliações são realizadas em auxílio ao programa de melhoramento, mas distante da zona de ação do centro de pesquisa e com produtores”, explica o pesquisador Ciro Scaranari.

“Quem planta terá segurança da origem genética da planta e isso é muito importante”, diz o produtor Yasuo Kagi, sobre o significado da certificação da nova cultivar. O viveirista destaca ainda o sabor doce, com leve acidez da BRS Kampai. “Um grande pecado é termos pêssegos bonitos, mas sem sabor, o que não é o caso dessa nova cultivar”, opina Kagi, que há quase 50 anos cultiva a fruta na região de Atibaia/SP.

Para a coordenadora de mudas da Embrapa Transferência de Tecnologia, Soraya Barrios, o ciclo de maturação precoce apresentado pela Kampai é alternativa para outras cultivares disponíveis no mercado. Outro destaque da nova cultivar de pêssego é adaptação a regiões subtropicais, como a Sudeste e a Sul, pois não exige baixa temperatura. (Da Redação, com informações da Embrapa)

Acesse mais informações sobre a nova cultivar no site www.cpact.embrapa.br, da Embrapa Clima Temperado, e sobre a oferta de mudas no Escritório de Negócios de Campinas (www.campinas.snt.embrapa.br).

Fonte: Mapa

Valor bruto da produção 2009 é menor que em 2008

O levantamento da safra de grãos divulgado pela Conab e IBGE neste mês estima em R$ 153,8 bilhões o Valor Bruto da Produção (VBP) de 2009. Essa previsão é, em termos reais, 3,8% menor do que a de 2008, de R$ 159,8 bilhões. Apesar da queda de valor, 2009 deverá ter o melhor desempenho desde 1997. O acompanhamento do VBP é realizado mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa).

Os produtos que vêm apresentando resultado positivo quanto ao valor da produção são uva (195%), cacau (16,3%), batata-inglesa (15,7%), cana-de-açúcar (14,4%), arroz (12,4%), mandioca (10,3%) e tomate (5%). “O resultado favorável da cana está associado à produção recorde neste ano e também a preços em elevação”, analisa o coordenador de Planejamento Estratégico, José Garcia Gasques.

Onze produtos obtiveram desempenho desfavorável neste ano. O pior resultado ficou com algodão herbáceo (-29,3%), milho (-28,8%), feijão (-21,5%), cebola (-19,2%) e café, (-14,7%). Para Gasques “os efeitos desses resultados sobre a renda agrícola foi enorme, pois alguns deles, como o café e o milho, têm grande representatividade na formação do valor da produção da agricultura”. Outros produtos que apresentam quedas menores são amendoim, fumo, pimenta-do-reino, soja e laranja. “Esses produtos têm sido afetados por diversos fatores, principalmente as condições climáticas adversas e os preços desfavoráveis na época do plantio”, acentua o coordenador da AGE.

Valor da produção regional - As estimativas de VBP regional mostram perda de valor, a exceção é Norte, com aumento de 8%. As maiores quedas ocorrem no Centro-Oeste (9%) e Sul (7,7%). O Sudeste apresenta redução de 5% e o Nordeste, 1,2%.

Fonte: Mapa

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Crise acentua concentração da indústria do etanol

De janeiro de 2007 a junho deste ano, o Brasil recebeu mais de US$ 3,5 bilhões de investimentos estrangeiros diretos para produção de derivados de petróleo e de biocombustíveis. Segundo o Banco Central, a maior parte dos recursos (US$ 3,1 bilhões, 90% do total) foi aplicada em investimentos na indústria do etanol. Desde meados desta década, os estrangeiros estão investindo na construção de usinas e aquisição de indústrias para produção de etanol e na compra de terras para plantio de cana-de-açúcar. De acordo com a professora Míriam Bacchi, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada à USP (Esalq), isso ocorreu num momento de euforia, de preços muito bons para o setor. ""Isso atraiu o capital estrangeiro diretamente comprando usinas ou parte delas ou através de fundos que também são acionistas de algumas usinas."" A falta de crédito causada pela crise financeira mundial acentuou a tendência de internacionalização, aponta José Ricardo Severo, assessor técnico da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, 50 usinas (em um universo de 417 unidades) estão em negociação para venda a estrangeiros. A participação estrangeira no setor cresceu em cinco anos de 5% a 13%. ""Muitas empresas, por falta de capital de giro, de recurso e de financiamento, estão vendendo álcool a preço muito baixo. Isso vai se transformando em uma bola de neve, com as indústrias entrando em um circuito de endividamento. Vai chegar um momento em que vão ficar sem capital e sem ter como funcionar. Quem está tendo dinheiro hoje são as empresas internacionais."" Para a professora, há vantagens e desvantagens no processo de concentração: ""Por um lado, (o processo) pode levar à redução de custos com a economia de escala e a economia de escopo (administração única). Por outro lado, a concentração pode levar a um maior poder do mercado e preços maiores"". (Folha de Londrina)

Cadeia do milho pede apoio na comercialização

Industriais e produtores de milho reforçaram ao governo os pedidos pela manutenção da política de comercialização da safra por meio de leilões de subsídios ao frete (PEP), compra direta (AGF) e contratos de opção de venda. Cotações abaixo do preço mínimo oficial, sobretudo em algumas regiões de Mato Grosso, pressionam os produtores a buscar renda para viabilizar o plantio da próxima safra e põem em alerta industriais preocupados em garantir matéria-prima eventualmente escassa. O governo suspendeu a realização de aquisições diretas novos leilões de escoamento do produto por falta de limites financeiros à disposição da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Amanhã, haverá reunião no Ministério da Fazenda para resolver o caso. "Paramos por enquanto, mas sabemos que precisa de solução para ontem", diz o diretor de Abastecimento Agropecuário do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos. "Os preços caíram 15% nos últimos dias e há problemas com o câmbio". Em Mato Grosso, os preços estão abaixo de R$ 12 por saca, mesmo com mínimo de R$ 13,20. Tratado como matéria-prima estratégica para 2010, o milho sofre com o aumento da demanda por amparo oficial no café, trigo e algodão. O governo chegou ao limite de R$ 300 milhões para aquisições e opções e tampouco há espaço para vendas de estoques em momento de preços baixos. As sucessivas quedas de arrecadação do governo também prejudicam. "Há um problema financeiro, e não orçamentário", diz uma fonte do governo. Por acordo político ou compromisso anterior, o governo precisa garantir R$ 1 bilhão ao café e R$ 500 milhões ao algodão. Mas só tem 2 milhões de toneladas de milho em estoque. O mínimo necessário para o "conforto" da demanda seriam 3 milhões de toneladas. Para piorar, haverá forte demanda dos produtores de trigo por apoio oficial no segundo semestre. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Milho (Abimilho), Nelson Kowalski, defende manutenção dos leilões e um "PEP exportação" para resolver. "Sem PEP, fica complicado porque reduz competitividade da indústria", diz. "Sem renda, desestimula a produção e faltará milho em 2010". Os produtores de milho apoiam o reivindicação. "Se desestimular agora, vai reduzir em muito a área na safra de verão", diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Odacir Klein. Isso pode limitar a retomada da economia em 2010 ao inibir o consumo de carnes, por exemplo. "Já se fala em queda de 10% na produção, mesmo com sementes transgênicas". A safra de verão, que começa a ser plantada em setembro, será apertada sem a volta imediata dos leilões. "O ideal é exportar para dar estímulos na próxima safra". (Valor Econômico)